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Considerada uma das psiquiatras mais importantes do mundo, a alagoana Nise da Silveira virou símbolo da luta pelo tratamento mental humanizado. Formada na Faculdade de Medicina da Bahia, ela foi a única mulher entre os 158 alunos da turma. Nise está, ainda, entre as primeiras mulheres no Brasil a se formar em Medicina.

Durante o período que integrou o corpo clínico do Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Rio de Janeiro, Nise se opôs duramente contra os métodos agressivos usados para supostamente tratar pacientes, como eletrochoque, camisas de força e isolamentos.

Ao invés de apostar em técnicas antigas, que afetavam a integridade dos internos, ela decidiu revolucionar o tratamento das doenças mentais. No lugar dos tradicionais serviços de limpeza e manutenção que os pacientes exerciam, Nise investiu em ateliês de pintura e modelagem, como forma de terapia ocupacional. Além de implementar a arte, a psiquiatra ainda foi pioneira ao enxergar o papel das relações afetivas entre os pacientes e os animais.

O trabalho de humanização do tratamento psiquiátrico realizado por Nise da Silveira teve como base a psicologia de Carl Gustav Jung.

SAIBA MAIS

Em 1952, Nise da Silveira fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, para expor as obras produzidas pelos internos durante as atividades no Centro Psiquiátrico. O museu é reconhecido como “Memória do Mundo” pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Em 1956, Nise também desenvolveu outro projeto: a Casa das Palmeiras. O espaço, de terapia, criatividade, ciência e pesquisa, é dedicado a pacientes psiquiátricos. O local funciona até os dias de hoje no Rio de Janeiro.

Entre os livros de sua autoria estão: Jung: vida e obra (1968), O mundo das imagens (1992), Cartas a Spinoza (1995) e Gatos – A Emoção de Lidar (1998).

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