Playlist FLID 2018

Nossa viagem musical começa com Belchior, em uma música que este faz referências a Dante Aliguieri e Honoré de Balzac, além de criar uma releitura de versos do poeta Olavo Bilac – um cantor cheio de referências, hein?! Continuamos com Renato Russo nos vocais da Legião Urbana, utilizando os inconfundíveis versos de Luís Vaz de Camões e da Bíblia para escrever “Monte Castelo”; e na sequência, Caetano Veloso em uma reflexão metalinguística sobre os livros.

Topa uma experiência diferente? Não poderíamos falar de língua portuguesa sem lembrar dos portugueses, claro! Ouça o grupo português Madredeus, com uma música bem reflexiva sobre o amor, isso é que é sofrência! Geraldo Azevedo, Vital Farias, Xangai e Elomar homenageiam as cantigas medievais portuguesas; e, na faixa seguinte, Zeca Baleiro brinca com os versos de Fernando Pessoa, o poeta fingidor, adaptando-os em uma música bonita e um tanto divertida. Logo na sequência, Maria Bethânia declama José Régio, outro escritor português, com a força inconfundível de seu canto.

Voltamos para o Brasil e fazemos a viagem de navio. Um infame navio negreiro, descrito por Castro Alves e aqui cantado por Caetano, Bethânia e Carlinhos Brown, numa sonoridade próxima do Rap. Continuando nessa sintonia, temos o Rap de fato, representado por Emicida, cantando o tema de O menino e o mundo, animação brasileira que foi indicada ao Oscar em 2016. Continuando a nossa aproximação da Literatura brasileira, marcando os 110 anos da morte de Machado de Assis, o bruxo do Cosme Velho, temos Luiz Tatit fazendo uma homenagem para a personagem feminina machadiana mais famosa: a enigmática Capitu. Na sequência, Zeca Baleiro retorna, agora com uma música feita na cidade de Fortaleza! E ainda tratando de localidades, existirmos a que será que se destina? Jorge Mautner nos dá a resposta com sua “Cajuína”!

A força da palavra continua. O cantador Zé Ramalho reflete sobre os sinônimos necessários para a vida e o maestro Tom Jobim declama, emocionado, um poema de seu amigo, o grande poetinha Vinicius de Moraes. Iniciamos uma viagem, nacional e internacional, de Arari a Nova York, do Cariri a Bangkok, mais uma vez com Zeca Baleiro; retornamos para a nossa terra da Luz na voz de Fagner, afinal somos o luxo da aldeia, somos do Ceará! E não poderíamos deixar de completar a trindade do pessoal do Ceará com Ednardo, seus cantos, suas histórias e seu pavão misterioso, música e cordel andando lado a lado.

Recebemos um convite para uma celebração do trovador moderno Oswaldo Montenegro; convite extensivo para quem retorna na próxima faixa: Zé Ramalho explicando o neologismo Avôhai! Querem mais poesia? Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, declama o poeta Zé da Luz; e Chico Buarque e Ney Matogrosso fazem uma paródia do anjo torto anunciado por Carlos Drummond de Andrade.

Sabiam que comemoramos, em 2018, 60 anos do maior hino da Bossa Nova? Pois “Chega de saudade”, amigos! Vamos ouvir a versão original de João Gilberto! Porém, as comemorações musicais não param por aqui. “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, completa 50 anos e aqui aparece em dose dupla: a versão original e uma outra, do grupo Charlie Brown Jr., mostrando como a influência da canção se espalhou por várias gerações. Na sequência, Lirinha retorna lendo João Cabral de Melo Neto; enquanto Renato Braz interpreta uma versão musicada de um poema do russo Vladimir Maiakóvski; Cazuza também marca presença com uma versão musicada de “Balada do Esplanada”, nossa homenagem a Oswald de Andrade nos 90 anos do Movimento Antropofágico!

Como metade de nós gosta de Oswaldo Montenegro (e a outra metade também), ele faz mais uma aparição na playlist. Em seguida, Dorival Caymmi e Edu Lobo cantam uma música sobre histórias, enredos, e que possui o título igual a um conto homônimo de Guimarães Rosa, escritor que estaria comemorando 110 anos se ainda estivesse vivo. Celebração da vida, celebração da morte: acompanhamos o “Funeral de um lavrador”, resgatando a força do clássico Morte e Vida Severina.

Skank aparece pela primeira vez na lista para dividir como é o processo de escrita e a sua “Resposta” é intrigante. Estamos em abril, e para fechar a quadra chuvosa não poderíamos deixar de invocar a chuva juntamente com o pessoal do Cordel do Fogo Encantado! Para recordar que a nossa língua é culta, entretanto também se manifesta nas pessoas e nas coisas simples, cantamos “Zazulejo” junto com O Teatro Mágico, conclamando todos os usuários da língua para a nossa festa!

Encaminhando-nos para a sequência final da playlist, começamos com uma retomada de Belchior, convocando Edgar Alan Poe e seu Corvo-Assum-Preto. Seguimos com Renato Russo, Dado e Bonfá dialogando com Baudelaire; Cícero dialogando com os contos de fadas; e Frejat anunciando a vida do poeta. Por fim, Belchior, sempre ele, encerra a nossa viagem com alguns de seus versos que esse ano fazem mais sentido que nunca e darão o tom ao fechamento do nosso projeto, com uma reverência a essa tão importante figura: “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”!

PLAYLIST

  1. “Divina Comédia Humana”, Belchior;
  2. “Monte Castelo”, Legião Urbana;
  3. “Livros”, Caetano Veloso;
  4. “Ecos na Catedral”, Madredeus;
  5. “Cantiga de amigo”, Elomar e Geraldo Azevedo;
  6. “De mentira”, Zeca Baleiro;
  7. “Cântico Negro / Não enche”, Maria Bethânia;
  8. “O Navio Negreiro”, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Carlinhos Brown;
  9. “Aos olhos de uma criança”, Emicida e Drik Barbosa;
  10. “Capitu”, Luiz Tatit;
  11. “Era um domingo”, Zeca Baleiro;
  12. “Cajuína”, Jorge Mautner;
  13. “Sinônimos”, Zé Ramalho;
  14. “Poética”, Tom Jobim;
  15. “Muzak”, Zeca Baleiro;
  16. “Terral”, Fagner;
  17. “Pavão Mysteriozo”, Ednardo;
  18. “Vamos celebrar”, Oswaldo Montenegro;
  19. “Avôhai”, Zé Ramalho;
  20. “Ai se sesse”, Cordel do Fogo Encantado;
  21. “Até o fim”, Ney Matogrosso e Chico Buarque;
  22. “Chega de saudade”, João Gilberto;
  23. “Pra não dizer que não falei das flores”, Geraldo Vandré;
  24. “Pra não dizer que não falei das flores”, Charlie Brown Jr.;
  25. “Dos três mal-amados”, Cordel do Fogo Encantado;
  26. “O amor”, Renato Braz;
  27. “Balada do Esplanada”, Cazuza;
  28. “Metade”, Oswaldo Montenegro;
  29. “Desenredo”, Dorival Caymmi e Edu Lobo;
  30. “Funeral de um lavrador”, Rolando Boldrin e Renato Teixeira;
  31.  “Resposta”, Skank;
  32. “Chover (ou Invocação para um dia líquido)”, Cordel do Fogo Encantado;
  33. “Zazulejo”, O Teatro Mágico;
  34. “Velha roupa colorida”, Belchior;
  35. “As flores do mal”, Legião Urbana;
  36. “João e o pé de feijão”, Cícero;
  37. “O poeta está vivo”, Frejat e Paulinho Moska;
  38.  “Sujeito de sorte”, Belchior.


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